domingo, 4 de agosto de 2013


CUBISMO
             As origens deste movimento artístico, um dos mais importantes e significativos da Arte Moderna, nos leva à Paris de 1907, ano do   célebre quadro de Pablo Picasso, “Les Demoiselles d'Avignon”. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fortemente influenciados pela obra de Paul Cézanne –  em sua forma de construção de espaços por meio de volumes e da decomposição de planos - e também pela arte africana, máscaras, fotografias e objetos.
Natureza morta com maçãs e laranjas, 1895-1900. Museu d'Orsay
 
Segundo Cézanne, a natureza deveria ser representada por formas geométricas, como cones, esferas e cilindros. Os cubistas foram um pouco além e passaram a representar os objetos com todas as suas partes, seus ângulos, num mesmo plano (imagine uma caixinha de creme dental toda aberta de modo que pudéssemos ver todos os seus lados de uma única vez.).
Durante o “Cubismo”, nome dado através de uma referência de um crítico ao falar em “ realidade construída com cubos“, abandonou-se a busca da perspectiva e a fidelidade com a aparência real das coisas. Os artistas buscavam criar novas formas a partir de outras já existentes, desconstruindo imagens e não simplesmente copiando algo.
 

                      O Cubismo teve duas fases:


“Violino e Cântaro” (1910), Georges Braque, 117 X 73,5 cm. Museu de Arte, Basiléia.
*Cubismo analítico (entre 1907 e 1912 aproximadamente): foi chamado assim pois buscava analisar as formas dos objetos, partindo-os em fragmentos (partes) e espalhando-os pela tela. Os artistas trabalhavam com poucas cores : preto, cinza e alguns tons de marrom e ocre . Essa tendência foi levada ás últimas consequências, chegando a um ponto tal de desfragmentação dos seres, em que se tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas.
 

 
 

 

 
 
 
 
 
"O Poeta", 1911, Picasso, 1,30mX89cm
 


*Cubismo sintético ( a partir de 1912) : foi uma reação a excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura. Basicamente essa tendência procurou tornar as figuras reconhecíveis novamente. Ainda mantendo o ideal cubista de apresentar uma visão multifacetada da realidade. Férnand Léger (1881-1955) contribui com suas formas que tendiam a ser tubulares. Torna-se conhecido pelas suas paisagens urbanas, industriais, cheias de formas polidas e bem definidas engrenagens mecânicas.
"Mulher com violão", 1913, Geroges Braque

 
Fernand Léger, 1923
 


Copos e Jornal - 1913 - Georges Braque

Durante o cubismo sintético, o pintor espanhol  Juan Gris (1887-1927), juntamente com Picasso e Braque, incorporam letras em estêncil e tiras de papel às pinturas. Elementos heterogêneos - recortes de jornais, pedaços madeira, cartas de baralho, caracteres tipográficos, entre outros - são agregados à superfície das telas, dando origem às famosas colagens, amplamente utilizadas a partir de então.

 
 



Natureza Morta com Garrafas e Frutas - 1914 - Juan Gris



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Outros pintores como  Robert Delaunay, Sonia Delaunay-Terk, Albert Gleizes, Jean Metzinger, Roger de la Fresnaye se associam ao movimento.
No Brasil, as influências do cubismo são vistas em parte dos artistas reunidos no modernismo de 1922, em alguns trabalhos de Vicente do Rego Monteiro, Antonio Gomide e sobretudo na obra de Tarsila do Amaral. “A pintora vai encontrar em Léger, especialmente em suas "paisagens animadas", motivos ligados ao espaço da vida moderna - máquinas, engrenagens, operários das fábricas etc. - e o aprendizado de formas curvilíneas”  ( itaucultural). Não esquecendo de citar parte das produções de Clóvis Graciano e de uma parte  considerável da obra de Candido Portinari, onde fica clara a inspiração das obras de Picasso.  

 

                    

Referências:

-http://www.itaucultural.org.br  com acesso em 04/08/2013;
-PROENÇA, Graça. História da Arte. 17º ed. São Paulo: Ática, 2008;
-STRICKLAND,Carol. Arte Comentada: da pré-história ao pós moderno. 6ª ed. Rio de Janeiro: 2001.
 
 

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